O mundo de Kiki


Delícia de HQ a Kiki de Montparnasse, sobre a qual escrevi no Caderno 2 de hoje.

O mundo de Kiki

Sai enfim no País premiada HQ que retrata vida de musa inspiradora de Foujita, Léger e outros artistas

Raquel Cozer – O Estado de S.Paulo

Grosso modo, a modelo Kiki de Montparnasse (1901-1953) significou para a arte que se fazia nas décadas de 20 e 30 mais ou menos o que Kate Moss representou para a moda dos anos 90. Fonte de inspiração para os grandes nomes da Escola de Paris – gente como Modigliani, Foujita e Soutine -, a francesa, assim como a inglesa Kate, também frequentou o noticiário por atividades menos nobres que posar para telas e fotos, em manchetes que alardeavam sua vida noturna e o abuso de drogas. A diferença fundamental é que Kiki protagonizou tais histórias quando elas eram de fato transgressoras.

Embora sua imagem tenha sido eternizada em obras como a fotografia O Violino de Ingres (1924), de Man Ray, e o quadro Nu Deitado com Tecido de Jouy (1922), de Tsugouharu Foujita, a modelo acabou quase esquecida em seu próprio país. Foi assim pelo menos até 1998, quando Billy Klüver e Julie Martin lançaram a biografia Kiki et Montparnasse – 1900/1930. Quase dez anos depois, em 2007, outra dupla voltou a jogar luzes sobre a vida da francesa, desta vez numa HQ. José-Louis Bocquet e Catel Muller assinam, respectivamente, roteiro e desenho de Kiki de Montparnasse, graphic novel que lhes rendeu diversos prêmios, inclusive no prestigioso festival francês de Angoulême, e que sai só agora por aqui, pelo selo Galera Record.

Uma série de fatores levou Kiki a se destacar entre a infinidade de modelos de nu artístico da época – ou, nas palavras de José-Louis Bocquet, em entrevista por e-mail ao Estado, “tornar-se a exceção que permanece na memória”. “Nos anos 20 e 30, em termos de glamour e fantasia coletiva, as modelos de pintores foram equivalentes às top models de hoje, de fama enorme e efêmera”, avalia o roteirista. “Mas Kiki foi além, virou cantora em voga em cabarés de Montparnasse, e suas fotografias feitas por Man Ray (com quem ela viveu por muitos anos) foram difundidas no mundo todo. O Violino de Ingres é um dos cartões postais mais vendido no planeta.”

[…]

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A íntegra do texto está aqui.

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