A coluna de 12/6


Na primeira imagem, os registros números 19, 20 e 21 do primeiro livro de registros da Fundação Biblioteca Nacional, em 1899: O Coruja, Casa de Pensão e O Cortiço, de Aluizio de Azevedo. No Estadão.com, a Babel tá aqui.

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BABEL

Raquel Cozer – raquel.cozer@grupoestado.com.br – O Estado de S.Paulo

Biblioteca Nacional alcança a marca de meio milhão de obras registradas

No mês em que o direito autoral chega ao centro da discussão política no País – depois de amanhã, o Ministério da Cultura lança a consulta pública do Anteprojeto da Lei de Direitos Autorais -, a Fundação Biblioteca Nacional alcançará a marca de 500 mil obras intelectuais registradas. Isso deve ocorrer em até duas semanas, segundo o responsável técnico Jaury de Oliveira, do Escritório de Direitos Autorais. O dado curioso é que, no intervalo de quase cem anos entre o primeiro registro – o livro Lithographia e Chromolithographia, de León de Rennes, em 1899 – e 1995, só 90 mil obras foram registradas; as outras 410 mil o foram nos últimos 15 anos. “O aumento é progressivo. O tema ganhou relevo graças aos meios digitais”, diz Oliveira. Ele ressalta, porém, que parcela “surpreendente” das obras é “de gente simples, como agricultores e garis”. Em tempo: segundo o artigo 19 da lei 9.610/98, o registro de autoria em órgão público é facultativo.


LOJAS

Empréstimo de e-books

A Saraiva estreou na quarta, no http://www.saraiva.com.br, sua loja de e-books. A empresa entra nesse mercado dois meses depois da Livraria Cultura e aponta como diferencial a criação de aplicativo próprio para o usuário acessar os livros eletrônicos, o Saraiva Digital Reader. Sérgio Herz, diretor de operações da Cultura, diz que é “igualzinho” ao leitor da Adobe, usado por sua livraria.

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Em breve, a Saraiva deve disponibilizar um recurso para empréstimo de e-books. O dono do livro envia um link para um amigo baixá-lo, mas fica impossibilitado de lê-lo enquanto não for devolvido. Se precisar, pode “desemprestá-lo” com um clique. Herz afirma que a Cultura também tem tecnologia para isso, mas que ainda não oferece o serviço por considerá-lo burocrático.

DVD
Gullar por Gullar

O Instituto Moreira Salles lança, no segundo semestre, um DVD com Ferreira Gullar lendo a íntegra de seu Poema Sujo – obra de 1976 produzida no exílio, em Buenos Aires, e tida como sua obra-prima. A filmagem foi realizada em 2006 por João Moreira Salles e Walter Carvalho e sai por ocasião dos 80 anos que o poeta completa neste ano.

INFANTIL
A velha e a mosca

Vencedor do prêmio Opera Prima na última Feira de Bologna, There Was An Old Lady, de Jeremy Holmes, será lançado no Brasil pela Amarilys, após leilão entre seis editoras. Considerado uma “delícia tipográfica” pelo júri do evento – o próprio livro é o corpo da personagem central -, sai em outubro, como Tinha Uma Velhinha Que Comeu uma Mosca (foto).

CONTOS
Depois do Booker Prize

Quando levou o Booker Prize por O Tigre Branco, em 2008, o indiano Aravind Adiga chamou atenção por ser estreante na literatura. Seu mais recente livro, no entanto, foi escrito antes do romance. Trata-se de Entre os Assassinatos, que sai em novembro pela Nova Fronteira. São 12 contos interligados, situados entre 1984 e 1991, anos em que Indira e Rajiv Gandhi foram mortos.

TRADUÇÃO
Para estrangeiro ver

Tem muitas incorreções a recente tradução de Boleros em Havana, de Roberto Ampuero, lançada pelo selo Bonobo. Assinada por Viviane Vieira, inclui erros de português (como “mau-humorados”) e trechos sem sentido (como “terrível equívoco, pelo qual alguém deve estar pagando a pratos rotos” e “as intermináveis filhas dos que esperavam resignação por um pedaço de pão”).

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Contatada pela coluna, a Novo Século, detentora do selo, afirmou que já havia detectado problemas na tradução e que recolherá o livro antes de lançar uma nova edição. Quem tiver comprado o título pode falar com a editora pelo tel. (0 –11) 3699-7107.

Colaborou Roberto Muniz

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2 Respostas

  1. […] na seção Babel, da jornalista Raquel Cozer. Reproduzo aqui a notinha de 12 de junho que consta do blogue da jornalista: TRADUÇÃO Para estrangeiro […]

  2. prezada raquel, cheguei aqui via o blog de petê rissatti: http://peterissatti.com/2010/06/25/e-a-qualidade, e repito aqui o comentário que deixei lá:

    poucos dias depois dessa nota sobre boleros em havana, o querido luiz eduardo soares (@luizeduardosoar) comentava indignado no twitter:

    Chato criticar trabalho alheio,mas é 1 desastre total a tradução do belo livro Mente Cativa(ed.Novo Século),do prêmio Nobel Czeslaw Milosz.
    11:13 AM Jun 16th via web

    O desastre da tradução é tal,q tive ímpetos de recorrer ao Procom. Como é q se comercializa 1 coisa dessas? E o livro de Milosz é importante.
    11:15 AM Jun 16th via web

    não sei se a novo século também vai retirar esse livro do mercado, mas que é um acinte, é – aos leitores e ao ofício de tradução, porque bom tradutor não falta. mas o tal do papagaio come o milho e o periquito leva a fama…

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