O futuro dos… zzzzz


Todos os lados da discussão sobre o futuro dos livros em oito minutos.  Pronto. Agora veículos de cultura ou tecnologia podem pensar em só voltar a fazer reportagens sobre o assunto quando houver de fato algo novo a ser dito.

Tirei daqui.

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6 Respostas

  1. Sobre a repercussão da morte de Saramago no Sabático, vcs por acaso tentaram colher depoimentos de escritores relevantes que não apreciam a obra dele? Senti falta de um de Lobo Antunes, por exemplo, mas até entendo que ele prefira não se pronunciar agora (tipo um Nelson Piquet na morte de Senna), mas fora ele, tem muita gente em Portugal, e mesmo no Brasil que não o admira – e não só por razões ideológicas, abs M

    • Oi, MDV. Sim, tentei o Lobo Antunes ao longo de todo o dia para o meu texto sobre Portugal, mas ele nao atendeu a nenhum dos telefonemas. Fora isso, nao posso falar pelo jornal, mas imagino que a avaliacao tenha sido a de que nao era o momento. Dos autores com quem falei, mesmo os que (eu desconfio de que) nao eram fas tomaram muito cuidado com as palavras.

  2. Ok, mas acho que neste caso, a editoria poderia ter sugerido uma conversa não com escritores, mas com professores de literatura (no Brasil e Portugal), porque em Portugal é muito óbvio um – quase – movimento anti-Saramago. Isso é um fato, por isso não teria como soar deselegante, abraço

  3. Só pra completar, ficou parecendo – principalmente pela entrevista com o escritor conterrâneo de 35 anos – que Saramago, por ter recebido o Nobel, é um tipo de unanimidade em seu país, e isso não é verdade, não mesmo. Em Portugal, tem muito escritor publicado – e de todas as gerações – que não suporta a obra dele (sem entrar no aspecto ideológico). Não chega a ser um Fla X Flu, mas acho que deveria ter sido abordado, abs M

    • O texto trata de como Saramago abriu caminho para a literatura em língua portuguesa, não fala em unanimidade. A aspa do João Tordo é a opinião dele, e por isso entrou entre aspas. O Gonçalo mesmo esclarece que não é uma influência no estilo literário. Agora, sobre qualquer autor você encontrará opiniões as mais avessas possíveis, então aí você abre uma pauta para todos os obituários daqui em diante. De qualquer modo, obrigada pela sua opinião. Bjs

  4. Ainda sobre Saramago, não creio que se trate de ser condenscendente, de ser acrítico com alguém que ganhou o Nobel. Nem se trata de aceitar que todo falecido vira santo e agora devemos dar loas incondicionais à sua obra. A questão é que a posteridade terá anos, décadas, para julgar Saramago e, se quiser, esquecê-lo. Neste momento, porém, independentemente da opinião sobre o autor e sua obra, temos de reconhecer que não se tratava de um escritor anônimo, sem qualquer vulto. É, no mínimo, um autor popular – inclusive no Brasil (e quantos autores populares que sabem conjugar corretamente o verbo temos no Brasil?). Dessa forma, cabe apenas medir o que a língua portuguesa em tese perdeu com o seu falecimento, guardando um certo recato quanto à análise pretensamente mais objetivas. Como eu disse, teremos o mês que vem, o ano todo e o século todo para, esfriado os eventos, efetivamente julgar se houve ou não alguma perda.

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