O coelho e o pato


No fim de semana, esbarrei numa série de cartuns do britânico Andy Riley publicada no site da revista piauí. Uma sequência de cortar os pulsos, sob a chamada “Um coelho e seu desejo obstinado de dizer adeus ao mundo cruel“. Não posso dizer que tenha sido a página mais recomendada para encontrar em meio à melancolia de um fim de tarde de domingo, mas consegui sobreviver.

coelho3

Estava apenas começando a me recuperar quando, no Twitter, o quadrinista e escritor capixaba Estevão Ribeiro me perguntou se conhecia suas tirinhas Os Passarinhos. É que uma série que ele acaba de iniciar no blog, chamada Patrício, o Pato Pobre, faz pensar se o coelho do Andy Riley não está certo em procurar respostas radicais para um mundo que não faz sentido.

As duas primeiras tiras da nova série eu posto a seguir (e o resto você pode acompanhar por lá, nas próximas semanas).

***

Já gosto tanto do pobre do pato que não sei se estou preparada para toda a saga – uma promessa de porções muito bem dosadas de humor e melancolia.

(Patrício acaba de nascer, mas outras aves criadas pelo Estevão inclusive saíram em livro, Hector e Afonso: Os Passarinhos, pela Balão Editorial)

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7 Respostas

  1. Lógico que vai dar certo, parece até que não conhece o pato Donald.

    Só precisa batalhar para que uma grande corporação como a Disney financie as tirinhas. =)

    Já conhecia o coelho, adorei conhecer o pato

  2. Olá Raquel!
    Deixei um comentário outro dia, falando que além de muitos leitores o número de escritores também estava aumentando consideravelmente. Não sei se foi o meu comentário que te estimulou, mas percebo que tem nos brindado com posts sobre o assunto. E, querendo crer – convencido – que fui eu que a estimulei, deixo outro comentário:
    Assim como a quantidade de escritores aumentou, também os NÃOS das editores, proporcionalmente aumentou. Elas não aceitam mais alguns bons livros. Acho que estão um pouco preocupadas com a quantidade de páginas – custos de produção – e também, obviamente, com os custos de divulgação e distribuição de mercadorias mais pesadas. Afinal, queiramos ou não, é isso o que o livro é para elas: mercadoria. Tá bom, estou frustrado. Incluo-me no rol dos rejeitados. E aí então vem o motivo do meu comentário e o possível estímulo – quanta pretenção – a algum futuro post teu: os livros sob demanda. É para onde todos estão fugindo, já que é a única esperança de publicar. Temos o Clube de autores e a Agbook trabalhando assim. Além do que, você não precisa gastar papel e imprimir – o que é caro – nem enviar por Sedex para a editora – o que é também muito caro – e aguardar de quatro a oito meses para receber um e-mail educadinho mandando-nos catar coquinhos.
    Isso, os livros sob demanda, apesar da realização do sonho da publicação, traz alguns inconvenientes. Por exemplo, a impossibilidade de participar de concursos literários, já que o livro foi publicado e os regulamentos pedem textos inéditos. Então, o autor fica na dúvida: publico ou mando para um concurso? E concursos, como tudo em arte, nem sempre premiam a melhor obra. Hoje, por exemplo, vejo meu melhor texto, o do qual mais me orgulho, impossibilitado de concorrer ao prêmio SESC, da Record, ou ao Benvirá, da Siciliano. Mesmo eu o tendo despublicado – isso é possível na modalidade sob demanda – eles estão prisioneiros da minha gaveta mais querida, a que abriga meus rejeitados. E agora? O jeito é partir para as edições sob demanda, de novo.
    Um grande abraço, e muito sucesso.

  3. Oi, Raquel!
    Obrigado pelo post, é uma honra ser colocado junto ao trabalho do Andy Riley, que acho ótimo.
    Tem a terceira tirinha da história do Patrício no blog!
    Abraço

  4. […] a Raquel Cozer que publicou no blog dela no Estadão A Biblioteca de Raquel sobre o Patrício! Legal, né? O Pato é pobre, mas tem fãs! Esta entrada foi publicada em […]

  5. Olá Raquel!
    Obrigado pelo link. Li a matéria. Muito interessante e informativa. Gostei. Ainda mais, sendo eu alguém tão interessado nesse tipo de informação.
    Se valeu a pena a publicação sob demanda? Sinceramente, sim. Graças a ela existo agora como escritor. Tenho um livro. Posso indicá-lo aos amigos, posso presentear alguém com ele… sou um escritor. Mas a frustração permanece. Sou músico, e, posso te dizer: todo artista quer fazer um bom trabalho e ser reconhecido pelos seus iguais, por aqueles que compreendem a arte e sabem reconhecê-la. Assim, meu livro vive num estranho limbo. Ao mesmo tempo em que existe, inexiste, já que não está disponível nas prateleiras, ninguém o vê, ninguém o comenta. É um solitário. Mas quando surge o edital de um prêmio literário significativo, como o SESC ou o Benvirá, acredite, dá um aperto danado no coração.
    Possuo três originais na editora Objetiva, aguardando um parecer. Esses originais já foram recusados pela Rocco, embora tenham sido gentis e dito que a obra era boa, infelizmente não tinham planos de publicar nada assim. E quer saber? A maioria das editoras é muito mal educada! Elas sequer respondem a um e-mail perguntando se estariam dispostas a receber originais. À Record, por exemplo, já mandei dezenas de e-mails. Jamais se dignaram sequer a responder-me um deles. O mesmo aconteceu com a Companhia das letras e outras. Uma ou duas fizeram a gentileza de responder, dizendo que estão lotadas de originais inéditos e não podem receber mais nada. Mas pelo menos responderam.
    Se um dia quiser ler meu livro, terei prazer em enviar-lhe um exemplar.
    Um grande abraço e muito sucesso.

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