Dois séculos de Biblioteca Nacional


Estive na sexta na Fundação Biblioteca Nacional para evento de lançamento da mostra Biblioteca Nacional 200 Anos: Uma Defesa do Infinito, que fica aberta de amanhã até fins de fevereiro e sobre a qual escrevi no Caderno 2 de hoje.

A curadoria do poeta e ensaísta Marco Lucchesi garimpou preciosidades literárias e afins – tem até exemplar da célebre Enciclopédia de Diderot (1713-1784) -, além de manuscritos, gravuras, fotos e objetos históricos, como um apontador (yad) para leitura de Torá, do séc. 19, da Coleção Paulo Herkenhoff.

Mesmo ciente da capacidade que teria de transformar volumes seculares em pó, deu pena não poder folhear uns e outros títulos. Mas, ok, no caso dos livros de 500 anos eu abriria mão da mania de cheirar.

Seguem algumas imagens que o Fabio Motta, da Sucursal do Rio, fez por lá. Clicando nelas, você consegue vê-las ampliadas.

***

Luis de Camões. Os Lusíadas. Lisboa, 1572. A obra teve duas edições datadas deste mesmo ano. Dos 200 exemplares da primeira, conhecida como “Edição E”, este é um dos raros de que atualmente se tem notícia

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Kammavaca: manuscrito tibetano contendo textos budistas, em folha de palmeira e capa de madeira. Século XIX. Coleção Paulo Herkenhoff.

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Andreas Cellarius. Harmonia macrocosmica... 1661. Esta edição, impressa em Amsterdã, inclui exposição dos sistemas de Ptolomeu, Ticho Brahe e Copérnico

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Pertencente ao acervo original da Real Bibliotheca, a Bíblia de Mogúncia, de 1462, é o primeiro impresso que contém data, lugar de impressão e nome do impressor no colofão - os impressores, por sinal, eram ex-sócios de Gutenberg. É um dos itens mais valiosos da Biblioteca Nacional, que tem dois dos cerca de 60 exemplares de que se tem notícia

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Le Grand Theatre de l'Univers... 1741. v.1. Esta tabela cronológica dos príncipes da Europa desde o nascimento de Cristo, faz parte da coleção de gravuras holandesas Le Grand Théâtre de l'Univers, do século XVIII. O volume integra a Coleção do Conde da Barca, incorporada ao acervo da Real Biblioteca em 1819

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À frente, Georges Louis Leclerc Buffon. Histoire naturelle, générale et particulière, avec la description du Cabinet du Roi. 1749-1804. O naturalista desenvolve na obra estudo sobre a origem, evolução e classificação dos seres vivos, incluindo ideias que seriam desenvolvidas depois por Lamarck e Darwin. A obra, em 44 volumes, demorou mais de 50 anos para ser finalizada, postumamente. Em segundo plano, Encyclopédie, ou, Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers... 1751-1765. A Enciclopédia, organizada por Diderot e D’Alembert, é talvez a expressão máxima do pensamento iluminista. Contém mais de 70 mil verbetes e procura difundir todo o conhecimento humano

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3 Respostas

  1. ixi…

    voce também gosta de cheirar livros velhos ?

    legal…não to sozinho no mundo

  2. cheirar livro e’ tudo de bom!! aqueles sebos da praca Joao Mendes sao o paraiso…

  3. […] Raquel Cozer visitou a exposição em homenagem aos 200 anos da Biblioteca Nacional e colocou fotos de alguns dos livros rarosem seu […]

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