Massi sai da presidência da Cosac; Charles reassume


O professor de literatura da USP e poeta Augusto Massi, que desde 2001 comandava a Cosac Naify, deixou a presidência da editora esta semana. Em seu lugar, reassume o cargo Charles Cosac, fundador da casa, que a dirigiu até convidar Massi a integrar sua equipe. Charles sempre atribuiu ao editor a virada da Cosac. Até 2003, ela vivia no vermelho, problema superado após reformulações de Massi – que, com isso, ajudou a colocá-la entre as principais editoras do País. No mês passado, Massi anunciou a amigos que entraria em período sabático para cuidar de projetos pessoais. Ele deve seguir colaborando com a Cosac, que completa 15 anos em 2012.

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9 Respostas

  1. Faço votos que a editora continue com o excelente trabalho de qualidade na publicação de títulos tão importantes, tão bem traduzidos e tão bem editados como “O Outonao da Idade Média”, “Esperando Godot”, “Os Meninos da Rua Paulo”, “Auto de Fé” e “O Assassinato e outras histórias”.

    Além de recuperar obras importantes, injustamente esgotadas e fora de catálogo, a Cosac & Naify tem iniciativas inovadoras, como livros sobre arte e fotografia, que muito enriquecem o mercado editorial brasileiro.

  2. triste notícia. mas, se massi tem seus projetos pessoais para dar andamento, tenho certeza de que o fará com amor e sucesso. por outro lado, assim como charles cosac teve visão para contratá-lo dez anos atrás, também tenho certeza de que dará continuidade e aprofundará o trabalho desenvolvido por massi em sua editora.

  3. […] nota de abertura eu precisei antecipar em post no blog ontem, depois que o Sabático já estava fechado, porque… bem, deixa pra lá. Mas o resto taí, […]

  4. Parabéns para a Cosac; uma esplêndida editora. Um marco editorial no Brasil; alías quanto á editoras estamos muito bem basta citar a Cosac, Cia da letras, Alfaguara, Globo e tantas outras.

  5. espero que a editora não volte para o buraco, como estava acontecendo antes de massi. se isso acontecer se vão as publicações de literatura e arte — talvez as mais interessantes do catálogo. mas acho que isso não deve acontecer… o que me preocupa mais é que haja outro súbito aumento de preço do catálogo, aí será difícil ter acesso a algumas obras essenciais.

  6. Cara Raquel,
    Lembro quando a Cosac foi lançada e até então, parte de uma literatura só era possível através de uma busca pelas sebos. Vi com alegria quando empresas sérias como a Cia das Letras, a Cosac começaram a investir na leitura e na cultura.
    Vejo, leio, procuro livros de arte no Japão e na medida do possível compro mais do que devia até…no Brasil, faço a mesma coisa, mas o que eu realmente não consigo entender, é o motivo das publicações serem tão caras e algumas, infelizmente com material inferior. Sei que muitas vezes para baratear e divulgar temos de recorrer a esses artifícios, mas…
    Comprei recentemente 2 livros sobre arte japonesa fartamente ilustrado e o material e a impressão são fantásticas…e o preço…não gastei mais que US$50,00. O papel é importado e muitas das impressões também são feitas no exterior e trazidas para o mercado japones.
    Como pode ? Mesmo livros importados da Europa, chegam mais em conta.
    Me deixa frustado quando vou ao Brasil e não consigo comprar livros nacionais por menos de US$30,00 cada.
    Apenas um desabafo, me perdoe.

    • Desabafo muito pertinente, Nelson. Não é de hoje que reclamamos do alto custo dos livros no Brasil. Livros de arte, então… Não tem cabimento desembolsar mais de R$ 100,00 em livros que muitas vezes nem capa-dura têm. A comparação com livros importados é ilustrativa. Encomendar livros da Amazon, mesmo com o frete (e o IOF mais alto no cartão de crédito) sai muito mais barato. Se o problema do preço no Brasil é a reduzida tiragem, esse problema vai continuar. Parte dos leitores já migrou para as encomendas do exterior.

      O mercado editorial brasileiro melhorou muitíssimo em termos de qualidade e diversidade, mas ficou devendo no preço.

  7. […] Meg Cabot lança romance de época. Flip focará mais nos romances e terá Antônio Candido. Augusto Massi deixa a presidência da Cosac […]

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