A coluna Babel de 23/7


[Publicada no Sabático de ontem. Sorry, mas precisava mencionar o quão bizarra achei a coincidência do assunto da última nota, justo no dia da morte da Amy.]

BABEL

Raquel Cozer – raquel.cozer@grupoestado.com.br

NEGÓCIOS
Novas apostas portuguesas em interesse geral e didáticos

“Chegamos antes da Leya e da Babel, mas elas aparecem mais. A meta é fazer barulho”, diz Márcio Coelho, diretor-geral da portuguesa Almedina. O brasileiro assumiu em janeiro para ampliar o leitorado da casa, instalada em São Paulo desde 2005 e hoje com 4.000 títulos no catálogo, quase todos jurídicos e de ciências sociais. Mês que vem, a Almedina passa a colocar no mercado títulos de interesse geral, começando com Entrevistas do Centro do Mundo (parceria com a Prime Books), de Henrique Cymerman, prefaciado por FHC. Outras aquisições são o novo livro do cronista esportivo Orlando Duarte, a ser lançado até o fim do ano, e a obra de Miguel Paiva, cujos títulos Gatão de Meia Idade e Radical Chique saem a partir de 2012. Enquanto isso, o bem-sucedido grupo Leya estende os braços para os didáticos, com a estreia em setembro da Leya Escolar, dirigida por Vicente Paz. O ambicioso projeto envolve livros, plataformas digitais e serviços, como treinamento de professores. Mais devagar, a Babel, lançada em março, tem só dois títulos nas livrarias.

 

Multilíngue: O clássico alemão O Aprendiz de Feiticeiro, de Goethe, sairá pela italiana Donzelli com as ilustrações que Nelson Cruz fez para a edição brasileira em 2006; da Cosac Naify, a Donzelli também já comprou desenhos de Guazelli

 

BIENAL
Leituras pop

José Wilker e Marcelo Anthony são dois dos 11 nomes confirmados para o Livro em Cena, série de leituras que a Bienal do Livro Rio promove de 4 a 11 de setembro – e que foi um dos maiores sucessos da última edição. Wilker lerá trecho de Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto; e Anthony, Seis Crônicas, de Rubem Braga.

*

Mas foi um poeta, e não um global, quem exigiu maior esforço do diretor artístico, Gabriel Villela. Ele e o adjunto, Dib Carneiro Neto, não desistiram até convencer o amazonense Thiago de Mello a liberar a leitura de Os Estatutos do Homem e Outros Poemas. Ficará a cargo do xará Thiago Lacerda.

*

Villela ainda conseguiu da família de Portinari autorização para reproduzir no cenário um enorme Dom Quixote de Cócoras.

 

THRILLER
Dan Brown à francesa

Mestre do thriller francês, mais vendido por lá que Dan Brown na época de O Símbolo Perdido, Henri Loevenbruck vem ao Brasil para dois eventos, o Fórum das Letras de Ouro Preto e a Feira do Livro de Porto Alegre. Fala sobre A Síndrome de Copérnico, que saiu pela Bertrand Brasil em julho.

CINEMA-1
Do papel para a tela…

Vão virar filme as memórias Retrato de Um Viciado Quando Jovem, em que o agente literário Bill Clegg relatou seus tempos de dependência de crack. A produção será do próprio autor – cujo próximo livro, aliás, também foi comprado pela Companhia das Letras. 90 Days sairá em abril pela Little Brown e abordará a recuperação do vício.

CINEMA-2
…da tela para o papel…

Inside Job, o documentário vencedor do Oscar de 2011, se tornará livro pelas mãos do diretor do longa, Charles Ferguson. A versão impressa da história da crise econômica de 2008 sai nos EUA no primeiro semestre de 2012 e depois por aqui, pela Zahar.

CINEMA-3
…e tudo ao mesmo tempo

Em outubro, quando entrar em cartaz no Brasil a comédia romântica What”s Your Number, a Novo Conceito põe no mercado o livro que a inspirou, de Karyn Bosnak. A versão cinematográfica tem no papel central Chris Evans – protagonista do novo Capitão América, que estreia semana que vem.

ESTREIA-1
Teju Cole no Brasil

Ficaram com a Companhia das Letras os direitos de Open City, o elogiado romance de estreia de Teju Cole. A editora fechou nesta semana contrato para publicar a obra do americano criado na Nigéria, tema da reportagem de capa do Sabático no último sábado. A trama, protagonizada por um nigeriano na Nova York pós-11/9, levou o escritor de 36 anos a ser comparado a Camus.

ESTREIA-2
A maldição do 27

Cantor de rock famoso na Alemanha, Kim Frank passou ileso pelos fatídicos 27 anos – idade com a qual morreram Kurt Cobain, Jim Morrison, Janis Joplin e outros ídolos – e tirou proveito disso. Hoje com 29 anos, o também ator e diretor publicou há pouco seu primeiro romance, chamado 27, sobre um roqueiro que perde o rumo da carreira à medida que se aproxima a tão temida idade. O livro sai em 2012 pelo Tordesilhas.

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