Lionel e os cursos de escrita criativa

E, por falar em Flip, vi nesta semana o vídeo em que a Lionel Shriver fala sobre seu desconforto com graduações de escrita criativa – que proliferam pelos EUA e que ela própria “confessa”, nas palavras dela, ter cursado na Universidade de Columbia. Diz que não se arrepende, mas que hoje faria algo mais “real”, como história. “Tem uma espécie de indulgência, uma gestalt de classe média. A triste verdade é que a maioria das pessoas que se formam não vai virar escritor profissional”, argumenta.

(Ok, juro que tentei colar o vídeo aqui, mas, como fui incapaz, siga o link.)

Não sei se, no caso dela, o curso fez diferença, mas o fato é que a Lionel é a autora de um dos melhores romances que li nesta década, Precisamos Falar sobre o Kevin, narrado pela mãe de um menino “Columbine”, e que conquista já a partir da superbem mandada capa da edição nacional.

(No bom e velho Google Images dá pra ver algumas versões gringas, bem menos power.)

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Sobre Freud, Lionel Shriver e uma semana longe

Ok, não tem graça nenhuma ficar uma semana sem atualizar o blog.

Em minha defesa, digo que foi uma semana mais curta que a média. Tanto no sentido literal, já que terminou com feriado, como no figurado, com um dia inteiro no Congresso do Livro Digital (que rendeu só um microtexto durante a semana, mas deu ideia de uma reportagem que sai amanhã no Caderno 2 Domingo e que deve entrar no ar em algum lugar por aqui); a cobertura do evento de lançamento das Obras Completas de Freud, com José Miguel Wisnik e Caetano; e uma entrevista com o cartunista francês Hervé Bourhis, cuja HQ O Pequeno Livro do Rock (imagem abaixo) acaba de sair pela Conrad.

Mais, é claro, a coluna Babel, que nesta semana traz notinhas exclusivas como a vinda para a Flip da Lionel Shriver, autora do sensacional Precisamos Falar Sobre o Kevin; a publicação em julho do Notas Sobre Gaza, do Joe Sacco, pela Quadrinhos na Cia; e o contrato do Antonio Xerxenesky, um dos criadores da Não Editora, com a Rocco. Agradeço a todas as fontes envolvidas. =P

Em breve voltamos à programação normal (que, a bem da verdade, quem lê isso aqui já notou que não tem frequência muito maior que dois posts por semana…).