A coluna Babel de 30/7

BABEL

Raquel Cozer – raquel.cozer@grupoestado.com.br

DIGITAL-1
Entrada da Amazon na Itália estimula queda de preços

Horas antes de Ricardo Cavallero, gerente geral da Mondadori, embarcar para São Paulo – onde participou na quarta do Congresso Internacional do Livro Digital -, a gigante italiana assinou com a Amazon contrato para venda de 2.000 títulos para Kindle. Há nove meses vendendo e-books, a maior editora da Itália pretende lançar no formato outros 1.000 dos 10 mil títulos de seu catálogo até o fim do ano – quando a Amazon, no país desde novembro, deve iniciar a venda do Kindle. “Não houve razão para assinarmos o acordo antes de termos certeza de que eles entrariam no mercado italiano”, disse Cavallero à coluna. Ciente das dificuldades da varejista de fechar contratos no Brasil, o gerente compara a situação aqui com a dos EUA em 2009. “A tendência é que as editoras batalhem pelo direito de definir os preços sem que ninguém possa mudá-los. O problema dessa típica reação de defesa da indústria é que, para que esse mercado dê certo, os preços precisam cair. Está provado que as pessoas gastam no máximo 10 dólares ou euros em compras pelo celular.” Enquanto no Brasil descontos costumam chegar a no máximo 40%, a Mondadori oferece reduçoes de 50% nos preços de todos os seus e-books. Quer reduzir ainda mais os preços até o fim do ano.

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Enquanto isso, no Brasil…

Apesar de a Amazon ainda não ter chegado de fato ao Brasil, sua presença no País é significativa entre livrarias virtuais. Segundo o Google AdPlanner, que estima audiência de sites, a loja americana tem aqui mais visitantes únicos por mês (1,9 milhão) que a Cultura e a Fnac (com 1,2 milhão cada uma). A Saraiva fica na frente das três, com 4,6 milhões.

DIGITAL-3
As vendas por aqui

Na Cultura, 15 mil e-books foram vendidos este ano. Mauro Widman, coordenador da área na livraria, diz que as vendas dobram a cada dois ou três meses. A previsão é que, até dezembro, a comercialização de digitais chegue a 1% do faturamento da loja. Parece otimismo: ficaria em torno de R$ 3 milhões, se levado em conta o faturamento de 2010.

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As editoras que mais vendem livros digitais na Cultura são a KBR, cujos títulos não passam de R$ 12, e a Zahar, devido aos preços e ao alto número de títulos no formato: 300.

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Os e-books “made in Brazil” não chegam a 2% do total de títulos digitais oferecidos pela Cultura e pela Saraiva. Embora os importados dominem, suas vendas são menos expressivas. Cerca de 70% dos títulos no formato vendidos nas duas lojas são nacionais.

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Segundo a Saraiva, há dez títulos nacionais cujas vendas em e-book já equivalem a mais de 5% das de papel no mesmo período.

ILUSTRAÇÃO
O Duplo triplo 

A primeira edição da tradução de Paulo Bezerra para o romance O Duplo, de Dostoievski, sai pela editora 34 em agosto com três versões de capa (acima, duas delas), para destacar as ilustrações do expressionista austríaco Alfred Kubin – 26 delas foram publicadas originalmente na edição alemã de 1933 e são agora reproduzidas no interior da edição

 

FEIRA-1
O passado e o futuro

Sai Roger Chartier, entra Bob Stein. Com a mudança de agosto para outubro, a 1.ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) perdeu o francês historiador do livro, mas garantiu o americano pioneiro em estudos sobre e-books. Em comum, os dois creem que o digital vai gerar um novo tipo de obra literária, mas Stein é mais radical. No Congresso do Livro Digital, ele mostrou não ver lugar para o impresso no futuro.

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A Flica, de 11 a 16/10, também quer ser pioneira. É anunciada como o primeiro evento do gênero “festa literária” na Bahia.

FEIRA-2
Entre a fábula e a farmácia

É curioso o perfil de Alejandro Roemmers, que a Bienal do Livro Rio anuncia na terça entre seus convidados. Membro de poderosa família argentina, ele divide a direção dos laboratórios farmacêuticos Roemmers com a poesia. E seu novo livro é um “complemento espiritual” de O Pequeno Príncipe. Escrito com autorização da família de Antoine de Saint-Exupery, O Retorno do Jovem Príncipe (Fontanar) se passa na Patagônia.

FEIRA-3
A Cabana, três anos depois

No evento carioca, a Sextante espera anunciar os 3 milhões de exemplares vendidos de A Cabana. O romance de William P. Young saiu na Bienal do Livro de 2008, em São Paulo, e já passou os 2,9 milhões.

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Mas é em outro filão a nova aposta da Sextante. Ela divulgará na feira os primeiros autores de sua linha de autoajuda nacional, editada por Anderson Cavalcante. Reflexos de Ágape (Globo), de Padre Marcelo, que completa um ano, em agosto, perto dos 6 milhões de exemplares vendidos.

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Onde estão livreiros e distribuidores no debate sobre o livro digital?

Alguém me diz onde estão os livreiros e distribuidores na discussão sobre o livro eletrônico? A dúvida voltou anteontem entre uma e outra mesa do Congresso Internacional do Livro Digital, quando vi que a programação reservou uma só mesa para tratar do papel de livrarias e distribuidoras nesse cenário. Ontem, o diretor da Sextante, Marcos Pereira, começou a tal mesa pedindo aos livreiros na audiência que levantassem a mão. Eu para fazer estimativas de público consigo ser pior que a Polícia Militar em eventos paulistanos, mas, de, sei lá, umas 300 (chutei) pessoas no auditório, uns 15 gatos pingados, se tanto, se manifestaram. Distribuidores, convocados em seguida, idem. O resto era quase todo de editores.

“Acho curioso que haja aqui um número tão maior de editores que de livreiros e distribuidores, considerando que livreiros e distribuidores estão com a vida tão mais em risco neste momento”, seguiu Pereira. É fato: no processo evolutivo do cenário editorial as primeiras classes em risco de extinção são essas, mas por isso mesmo é estranho que não estejam lá para acompanhar o debate.

Cá entre nós, eu mesma fico cansada com todo esse exercício de futurologia. Às vezes, acho que sou cética demais, para não dizer chata. O falatório hoje me parece bem menos interessante do que quando comecei a escrever sobre o assunto, em 2009. Só que a ideia do congresso é boa. Num contexto geral, entre muita coisa vendida como novidade (diz que a palestra do Bob Stein é a mesma há anos, com pequenas variações), você pesca informações aqui e ali e depois nem se dá conta de que está repetindo dados que ouviu ontem como se fizessem parte da bagagem cultural conquistada na primeira infância.

Na comparação com o congresso do ano passado, editores parecem menos receosos, pelo que se pode apreender das perguntas feitas pelo público. Um pouco só. Não que estejam mais animados; parecem apenas menos preocupados após tanto falar desse tema que demora a engrenar. Em 2010, a grande questão, colocada com pequenas variações, era: “Como lucrar?”. Neste ano, houve até gente no público questionando a necessidade do DRM, a tecnologia que limita o uso de conteúdo digital para assegurar direitos autorais. Aos editores com quem falei, mais que o medo de verem o impresso ser engolido pelo digital, incomoda o alto investimento em algo que não dá retorno, porque quase não tem público no Brasil.

Livreiros e distribuidores tradicionais, no entanto, eu não faço ideia do que pensam. Digo isso sem considerar as megastores, que mesmo no e-comerce entraram faz algum tempo, e empresas criadas já com foco na distribuição digital – uma das maiores do país, a DLD, por exemplo, é cria de editores, não de distribuidores. Um dos palestrantes do congresso, o americano Edward Nawotka, editor do Publishing Perspectives, comentou que também nos EUA os mais antigos no ramo evitam a discussão. É claro que meu coração de leitora, fetichista por estantes, espera que as lojas físicas durem. Que virem pólos culturais, com pockets shows e leituras de autores entre ilhas de livros, como especulou dia desses um editor. Mas achei significativa a questão, feita ao fim da palestra, por um dono de livraria independente, ainda que qualquer resposta caia na futurologia: “As livrarias têm realmente um papel no futuro do livro?”

Somos muitos Severinos. Em 3D

A semana passou tão apressada na minha vida que não tinha visto o vídeo dessa linda animação de Morte e Vida Severina, do João Cabral de Melo Neto, citada no texto da Flavia Guerra sobre o Anima Mundi.

Foi feita a partir das ilustrações de Morte e Vida Severina em Quadrinhos, livro de Miguel Falcão lançado sem alarde em 2006 pela pequena Massangana. Não li a HQ, mas as ilustrações, fora de série, ficaram melhores ainda animadas em 3D. A direção é de Afonso Serpa, o personagem central foi dublado Gero Camilo, a trilha sonora ficou a cargo de Lucas Santtana e Rica Amabis e o resto dos créditos vocês que ainda não viram façam o favor de ver no vídeo.

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O filme, de 56 minutos, teve exibição no Anima Mundi hoje, terá outra amanhã (às 13h, no CCBB-SP) e depois será lançado num combo graphic novel + DVD.

No YouTube, dá pra continuar vendo aqui, aqui e aqui. E tem também o making of.

O fim das marginálias? Uma alternativa a elas, talvez

“Eu posso fazer anotações nas margens dos meus livros – e compartilhá-las em redes sociais.”

Esse vídeo eu queria postar aqui desde que foi exibido no seminário sobre livros eletrônicos da Feira do Livro de Londres, mas, é claro, esqueci assim que coloquei os pés fora do auditório. Acabou de ser exibido no segundo Congresso Internacional do Livro Digital, que estou acompanhando em São Paulo, então resolvi pôr aqui antes que a lembrança escapasse mais uma vez.

A frase que abre o post, tirada do vídeo, é uma resposta a quem vê nos e-books a ameaça do fim das tão amadas marginálias. (Não sei se o fim da marginália me preocupa tanto, mas confesso que, vendo toda essa gente aqui fazendo anotações em netbooks e iPads – eu trouxe meu laptop gigante de casa, praticamente um PC dobrável – fico pensando se eles não sentem falta de rabiscar desenhos em bloquinhos enquanto os homens falam lá na frente…)

O vídeo, enfim. É propaganda, obviamente, mas vale dois minutos da sua vida. Quer dizer, eu acho.

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A coluna Babel de 23/7

[Publicada no Sabático de ontem. Sorry, mas precisava mencionar o quão bizarra achei a coincidência do assunto da última nota, justo no dia da morte da Amy.]

BABEL

Raquel Cozer – raquel.cozer@grupoestado.com.br

NEGÓCIOS
Novas apostas portuguesas em interesse geral e didáticos

“Chegamos antes da Leya e da Babel, mas elas aparecem mais. A meta é fazer barulho”, diz Márcio Coelho, diretor-geral da portuguesa Almedina. O brasileiro assumiu em janeiro para ampliar o leitorado da casa, instalada em São Paulo desde 2005 e hoje com 4.000 títulos no catálogo, quase todos jurídicos e de ciências sociais. Mês que vem, a Almedina passa a colocar no mercado títulos de interesse geral, começando com Entrevistas do Centro do Mundo (parceria com a Prime Books), de Henrique Cymerman, prefaciado por FHC. Outras aquisições são o novo livro do cronista esportivo Orlando Duarte, a ser lançado até o fim do ano, e a obra de Miguel Paiva, cujos títulos Gatão de Meia Idade e Radical Chique saem a partir de 2012. Enquanto isso, o bem-sucedido grupo Leya estende os braços para os didáticos, com a estreia em setembro da Leya Escolar, dirigida por Vicente Paz. O ambicioso projeto envolve livros, plataformas digitais e serviços, como treinamento de professores. Mais devagar, a Babel, lançada em março, tem só dois títulos nas livrarias.

 

Multilíngue: O clássico alemão O Aprendiz de Feiticeiro, de Goethe, sairá pela italiana Donzelli com as ilustrações que Nelson Cruz fez para a edição brasileira em 2006; da Cosac Naify, a Donzelli também já comprou desenhos de Guazelli

 

BIENAL
Leituras pop

José Wilker e Marcelo Anthony são dois dos 11 nomes confirmados para o Livro em Cena, série de leituras que a Bienal do Livro Rio promove de 4 a 11 de setembro – e que foi um dos maiores sucessos da última edição. Wilker lerá trecho de Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto; e Anthony, Seis Crônicas, de Rubem Braga.

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Mas foi um poeta, e não um global, quem exigiu maior esforço do diretor artístico, Gabriel Villela. Ele e o adjunto, Dib Carneiro Neto, não desistiram até convencer o amazonense Thiago de Mello a liberar a leitura de Os Estatutos do Homem e Outros Poemas. Ficará a cargo do xará Thiago Lacerda.

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Villela ainda conseguiu da família de Portinari autorização para reproduzir no cenário um enorme Dom Quixote de Cócoras.

 

THRILLER
Dan Brown à francesa

Mestre do thriller francês, mais vendido por lá que Dan Brown na época de O Símbolo Perdido, Henri Loevenbruck vem ao Brasil para dois eventos, o Fórum das Letras de Ouro Preto e a Feira do Livro de Porto Alegre. Fala sobre A Síndrome de Copérnico, que saiu pela Bertrand Brasil em julho.

CINEMA-1
Do papel para a tela…

Vão virar filme as memórias Retrato de Um Viciado Quando Jovem, em que o agente literário Bill Clegg relatou seus tempos de dependência de crack. A produção será do próprio autor – cujo próximo livro, aliás, também foi comprado pela Companhia das Letras. 90 Days sairá em abril pela Little Brown e abordará a recuperação do vício.

CINEMA-2
…da tela para o papel…

Inside Job, o documentário vencedor do Oscar de 2011, se tornará livro pelas mãos do diretor do longa, Charles Ferguson. A versão impressa da história da crise econômica de 2008 sai nos EUA no primeiro semestre de 2012 e depois por aqui, pela Zahar.

CINEMA-3
…e tudo ao mesmo tempo

Em outubro, quando entrar em cartaz no Brasil a comédia romântica What”s Your Number, a Novo Conceito põe no mercado o livro que a inspirou, de Karyn Bosnak. A versão cinematográfica tem no papel central Chris Evans – protagonista do novo Capitão América, que estreia semana que vem.

ESTREIA-1
Teju Cole no Brasil

Ficaram com a Companhia das Letras os direitos de Open City, o elogiado romance de estreia de Teju Cole. A editora fechou nesta semana contrato para publicar a obra do americano criado na Nigéria, tema da reportagem de capa do Sabático no último sábado. A trama, protagonizada por um nigeriano na Nova York pós-11/9, levou o escritor de 36 anos a ser comparado a Camus.

ESTREIA-2
A maldição do 27

Cantor de rock famoso na Alemanha, Kim Frank passou ileso pelos fatídicos 27 anos – idade com a qual morreram Kurt Cobain, Jim Morrison, Janis Joplin e outros ídolos – e tirou proveito disso. Hoje com 29 anos, o também ator e diretor publicou há pouco seu primeiro romance, chamado 27, sobre um roqueiro que perde o rumo da carreira à medida que se aproxima a tão temida idade. O livro sai em 2012 pelo Tordesilhas.

A fantástica fábrica de livros

Em abril, eu estava em Londres tentando descobrir alguma novidade no blablablá sobre livro digitais que antecedeu a London Book Fair quando um diretor da Bloomsbury falou a única coisa bombástica de todo o seminário: “O enhanced ebook morreu”. Era ou isso ou que o enhanced ebook estava dando os últimos suspiros, já não lembro. (Tá, talvez não tenha sido tão bombástico assim.)

Foi curioso porque os enhanced ebooks, ou apps de livro para iPad, enfim, esses livros interativos cheios de firulas de áudio e vídeo e interação para atrair quem não gosta tanto assim da leitura stricto sensu (ou para distrair quem só faz de conta que está lendo) tinham sido assunto longamente debatido em 2010 em sites americanos e ingleses. E fazia só dois meses que eu tinha escrito uma reportagem de capa para o Sabático sobre as primeiras investidas de editoras brasileiras no formato – todas as citadas ali tateando, gastando uma grana, sem saber se a coisa daria certo.

Era uma declaração exagerada a do diretor da Bloomsbury, mas ajudou a pôr uns pingos nos is. Os enhanced ebooks não iam mesmo acabar duma vez só com os livros de papel e os eletrônicos normais, como quiseram comentaristas mais apocalípticos. Mas representavam a descoberta de um novo nicho, em especial para crianças, que agora vem sendo explorado com menos, eu diria, deslumbramento.

Digo tudo isso por causa de um link que o Alexandre Rampazo me mandou ontem, do app para iPad baseado no The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore. O vídeo que originou o aplicativo é um curta animado do fim do ano passado, vendido a US$ 1,99 na iTunes Store. É inspirado “em iguais medidas no furacão Katrina, em Buster Keaton, no Mágico de Oz e no amor pelos livros”, e nele o personagem-título, apaixonado pela leitura, perde toda a biblioteca num furacão. O trailer:

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Ilustrada por William Joyce (capista da New Yorker e ex-criador da Pixar e da Dreamworks cheio de prêmios Emmy) e produzida pela Moonbot, a história voltou a ser falada agora que saiu o aplicativo, a US$ 4,99 na App Store. O fato importante sobre o app do The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore é que, a se considerar resenhas de sites especializados, ele é o primeiro “next big thing” de verdade no universo de possibilidades do ebooks 2.0 desde o de Alice no País das Maravilhas, de maio de 2010.

Aqui no Brasil, quem já  testou o novo aplicativo foi o Almir de Freitas, mas tem também o trailer do aplicativo para dar a dimensão:

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Acho que o segredo fica resumido nesta frase do crítico do New York Times: “As interações são feitas com o toque de um narrador, então elas em geral servem à narrativa em vez de tirar a atenção dela.” É que, pelo que tenho visto, é comum o conteúdo extra dos enhanced ebooks não agregar nada à narrativa em si. Só que o NYT esclarece: é divertido para um adulto, mas, como experiência de leitura, não é recomendado para mais que uma criança de sete anos.

E é preciso fazer outra ressalva aí. Ao contrário do app de Alice, que nasceu de um livro, o aplicativo de Mr. Morris Lessmore é baseado em um vídeo. Parece que vai virar livro de papel, também, mas só de ilustrações –  como acontece com tantos filmes animados da Disney, por exemplo. Por que ele é chamado de aplicativo de livro, e não de filme, isso já fica fora da minha capacidade de compreensão.

Uma livraria "fora do comum"

“Essa livraria de design impecável em São Paulo parece ser feita basicamente de livros. As portas dianteiras são estantes funcionais e as paredes são revestidas do piso ao teto com livros para onde quer que se olhe – inclusive, hm, em buracos no teto para espaço extra. Embora esta seja uma das livrarias conceitualmente menos bizarras desta lista, achamos que a estética do design forma-segue-função-segue-forma é bem instigante. Ademais, é preciso admirar uma livraria que coloca um livro em cada espaço possível e ainda consegue parecer um lugar iluminado e limpo.”

Ok, enquanto ainda estou devendo aquele post com as fotos de livrarias nacionais, o Flavorwire, que adora listas, tratou de colocar uma loja brasileira, a paulistana Livraria da Vila – Unidade Lorena, numa seleção de dez casas não convencionais mundo afora.

Quem deu a dica foi Rodrigo Levino, natural born Caçambito.

Update em 20/7: A leitora Ana Paula reclamou, com razão, que não dei o crédito do projeto da Livraria da Vila. É do conhecido arquiteto paulistano Isay Weinfeld.