Até lá

Só para ninguém dizer que menti quando disse que eu voltaria ao blog ainda antes do Réveillon, volto aqui para dizer que volto mesmo só no ano que vem. É que meu post com novidades do mercado para os próximos meses foi ficando tããão grande que achei que só caberia num outro ano. 😉

Por este ano é só, pessoal. Bom trabalho para quem trabalha por estes dias, bom descanso para quem descansa e um 2011 sensacional para todos nós. Um brinde a ele.

Pausa para o Natal

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É mentira que farei uma grande pausa no Natal. Não ficarei mais tempo sem escrever do que costumo ficar normalmente. No Réveillon vou dar uma pausa de uns quatro, cinco dias, isso é fato, mas antes disso ainda volto aqui, até porque o plantão me obrigará a isso. Só quis roubar a ideia do ilustrador Frank Chimero, que usou no contexto de pausa para os feriados esta página da graphic novel Retalhos, do Craig Thompson.

"José Lezama Lima nunca foi um escritor de multidões"

No último domingo, dia 19, completaram-se cem anos do nascimento de José Lezama Lima (1910-1976), poeta e escritor cubano que influenciou gerações de autores latino-americanos. Escrevi para o Sabático de 18/12 o texto abaixo, buscando saber como é esse legado hoje em Cuba.

Durante a apuração, me chamou a atenção o fato de ser tão difícil encontrar livros dele no Brasil, fato que também abordei na reportagem. E só depois da publicação dela (e graças a isso) fiquei sabendo de uma novidade bem bacana, que conto mais pra frente por aqui.

Abaixo, o poeta no traço de Juan David, em caricatura de 1954.

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Nome que marcou toda uma geração


Fora de catálogo no mercado brasileiro, o cubano foi central para iniciantes de sua terra natal, nos anos 80

Raquel Cozer – O Estado de S.Paulo

É simbólico que, numa busca por livros de José Lezama Lima pelas principais livrarias online do Brasil, os únicos exemplares disponíveis sejam importados. Editado em pequenas doses por aqui a partir da década de 80 – quando sua obra foi liberada também em Cuba, após as dificuldades inicialmente impostas pela Revolução -, o autor desapareceu das prateleiras nacionais sem chamar a atenção. O mais importante título, Paradiso, saiu em 1987, pela Brasiliense, que no ano seguinte pôs nas livrarias os ensaios de A Expressão Americana. Em 1993, foi a vez do volume de contos Fugados (Iluminuras) e, em 1996, de A Dignidade da Poesia (Ática), ambos vertidos por Josely Vianna Baptista, tradutora também de Paradiso.

“Lezama nunca foi um escritor de multidões”, resume a professora Irlemar Chiampi, que verteu A Expressão Americana. “Ele é um escritor que influencia outros escritores, que vai às profundezas das referências culturais e poéticas da palavra.” Não à toa, um de seus maiores entusiastas em território nacional foi Haroldo de Campos, o “mais barroco” dos concretistas – e que, em carta a Octavio Paz, em 12 de julho de 1978, chegou a anunciar um projeto, nunca levado a cabo, de um livro dedicado ao cubano.

Há cinco anos na Alemanha, como residente do Programa de Escritores no Exílio do P.E.N. Center, o cubano Amir Valle, de 43 anos, hoje “se atreve a assegurar” que a obra de Lezama é mais conhecida fora de Cuba do que na ilha. “Em todos os países que visitei, me chamou a atenção ver como escritores e acadêmicos mencionam apenas cinco nomes quando se trata de clássicos cubanos: Reinaldo Arenas, Cabrera Infante, Virgilio Piñera, Alejo Carpentier e Lezama Lima.” Valle coloca os três últimos como os mais comentados ainda hoje entre os jovens de sua terra natal, mas faz a ressalva: “Para ser franco, Lezama influenciou um grupo muito pequeno de escritores cubanos. Posso dizer que há mais autores que apenas dizem tê-lo lido do que aqueles que de fato o leram.” Nos anos 90, conta o autor, chegou a ser moda na ilha escrever num estilo “lezamiano, enredado”. “Por sorte, isso durou pouco. De todo modo, ele segue sendo lido. É um clássico de nossas letras e isso faz dele leitura imprescindível.”

Valle faz parte de uma geração que, quando começou a escrever, no início da década de 80, já tinha acesso a livros de Lezama, um dos autores que mais haviam sofrido as intolerâncias iniciais da revolução. “Hoje se tenta esconder uma verdade: Lezama foi marginalizado e censurado por um governo que o acusou de não integrado, de autor de elite, mas também por escritores que depois foram para o exílio. A revolução não pôde esmagá-lo porque já era respeitado no mundo todo, mas o cercou de muitas maneiras”, conta. Depois de sua morte, em 1976, o governo promoveu uma espécie de resgate de sua figura, mas “reescrevendo a história triste de um homem que nunca quis se exilar e morreu no ostracismo”. É uma versão cheia de “buracos negros”, segundo Valle. “Durante os anos 80, nos quiseram enfiar Lezama por todo lado, reeditaram seus livros, permitiram a publicação de ensaios sobre sua obra – desde que não se fizesse referência à censura que ela havia sofrido. Isso marcou muito os escritores de nossa geração.”

Diretor da editora Letras Cubanas, o poeta Rogelio Riverón, de 46 anos, foi um desses autores que conheceu Lezama ao mesmo tempo em que descobriu a literatura. “A obra dele não podia ser ignorada nem por aqueles que tentavam fazer isso”, recorda. Por ocasião do centenário de nascimento do poeta, a casa dirigida por Riverón ficou responsável pela publicação das Obras Completas do veterano, além de uma antologia com imagens inéditas. A efeméride levou ainda a União de Escritores e Artistas de Cuba (Uneac) a realizar, desde fevereiro até o fim deste ano, palestras, lançamentos de livros e exibições de filmes.

Livros no Natal?

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Achei o vídeo acima no Book Bench, o blog de livros da New Yorker, sob a chamada “Como fazer seu filho extremamente infeliz neste feriado”. Uma das reações mais incríveis que vi nos últimos tempos – por favor, se você ficou com preguiça de clicar para ver, como eu vivo ficando, volte lá e clique no play.

Como o vídeo já foi visto mais de 250 mil vezes desde o ano passado, quando o pai do menino o postou no YouTube, fiquei curiosa em ler os comentários indignados de pessoas mais velhas sobre a relação das novas gerações com livros. E vi que não há nenhum. Deve ter sido uma enxurrada. O pai foi lá e deletou todos, fechou a caixa de comentários e fez o justo mea culpa a seguir:

“Depois de abrir um monte de brinquedos, meu filho de 3 anos deparou com um embrulho com livros. Era seu primeiro Natal ‘de verdade’, e, deixe-me repetir, ele tinha só três anos! Estava começando a absorver o conceito de toda essa coisa de ganhar presentes. Acho que muito da culpa foi minha, da mídia, dos comerciais de TV que passam a ideia que você só recebe brinquedos de Natal. Para ele, livros têm a ver com o tempo de diversão que passamos lendo (não menos que três) antes de ele ir para a cama. Deixe-me esclarecer: ele ama livros. Ficou impressionado após  abrir tantos presentes e se sentiu ‘enganado’ ao abrir os livros. E o fato de rirmos de sua reação inicial o estimulou a continuar.”

Fiquei me perguntando se ele ganhará livros neste Natal…

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Update em 23/12: Achei simpático colocar por aqui a legenda em português:

Filho: Livros?
Pai: É!
Filho: Livros de Natal? O que vocês fizeram?? Eu não ganho livros, isso não são brinquedos, são livros! Eu não ganho livros de Natal!
Mãe (rindo): Você não ganha livros de Natal?
Filho: Não, eu odeio isso!
Mãe: Você odeia livros de Natal?
Filho: Sim. Cocô! (percebendo que está fazendo graça) Eu disse cocô! (Anda até os outros presentes. Atente para a mãozinha na cintura e a outra apontando os embrulhos) Para que são esses? Para que servem esses?
Pai: Não acho que esses sejam livros…

Por favor, onde acho novos romances paranormais para adolescentes?

Houve um tempo em que livros infantis e juvenis dividiam espaço nas prateleiras de livrarias. Com o boom desses dois segmentos no mundo todo, corre o risco de logo logo vermos por aqui seções como essas, que Richard Kim, editor sênior do The Nation, flagrou numa Barnes & Noble.

Vi no bom e velho Boing Boing.

Só a Realidade

[Publicado no Caderno 2 de 20/12]

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Histórias da Realidade quatro décadas depois


José Carlos Marão e José Hamilton Ribeiro reúnem texto da revista em livro

Raquel Cozer – O Estado de S.Paulo

Convencer um coronel do Nordeste a receber a revista Realidade para um perfil, em pleno 1966, não era tarefa fácil. Só depois da intervenção de “embaixadores”, como recorda o jornalista José Hamilton Ribeiro, o velho Chico Heráclio aceitou abrir seu gabinete – ou melhor, a varanda de sua casa, em Limoeiro, no Agreste pernambucano. E a dúvida deixou para tirar no último dia: teria de pagar pela reportagem? Ficou inquieto ao saber que não. Era indício conclusivo de que não controlaria o resultado.

Esses bastidores da apuração que abasteceu o texto “Coronel não morre”, publicado na edição de novembro daquele ano, são contados agora no livro Realidade Re-vista (Realejo), de José Hamilton e José Carlos Marão. Além dessa, outras 25 reportagens aparecem reunidas, acrescidas de contextualizações e detalhes que não podiam ser revelados à época, mas que diziam muito sobre aquele período – nas informações que acompanham a outra reportagem política do volume, por exemplo, ficamos sabendo que um então jovem e promissor Íris Rezende, prefeito de Goiânia, também teve preocupações quanto à viabilidade financeira da publicação de seu perfil.

Objeto de estudos por décadas, a Realidade circulou de 1966 a 1976, com fases bem distintas, depois que desandou a tentativa da Editora Abril de criar uma revista semanal de atualidades que pudesse ser encartada em jornais. O projeto que começou a se desenhar então era mais complexo. Trataria-se de uma publicação mensal que desse conta de assuntos do momento em áreas como política, saúde e comportamento. O desafio era, sem perder a atualidade, abordar fatos do mês, já antes dissecados pelos jornais diários e pelas revistas semanais. Assim, como exemplifica Marão num dos textos de apresentação do volume, a morte do papa poderia ser mote para uma investigação sobre a sucessão na Igreja e a política entre os cardeais.

Havia também o regime militar em andamento, mas naqueles primeiros anos isso ainda não se mostrava grande empecilho. “Em 1966, 1967, a censura era mais um exercício de cautela da equipe, digamos assim, porque sabíamos que a coisa não estava fácil. Em vez de tomar posições ostensivas, buscávamos nos expressar pela ironia”, lembra Marão, hoje diretor do Observatório da Imprensa, e que tinha 25 anos ao se juntar a José Hamilton, alguns anos mais velho, na equipe que reunia apenas jovens de até 30 anos, como Paulo Patarra, Luiz Fernando Mercadante e Mylton Severiano da Silva.

Novo jornalismo. O efeito da mistura de jovens jornalistas com um formato que eles mesmos não sabiam qual poderia ser teve resultados explosivos. A primeira edição alcançou os 250 mil exemplares vendidos, número que quatro meses depois já havia subido para 450 mil. “Há uma série de análises e estudos sobre o que a revista representou, o que influenciou o formato, mas tudo surgiu da nossa cabeça. Há quem diga que seguimos o new journalism. O que sabíamos era que estávamos fazendo uma revista mensal que tinha de lidar com tendências e ter um texto que atraísse o leitor. A Realidade veio preencher um espaço”, diz Marão, que hoje coloca as revistas Brasileiros e piauí entre as que mais se assemelham ao jornalismo feito na publicação. “A Realidade oferecia aos repórteres todo o tempo e investimento necessário para investigar uma história, algo raro nos dias de hoje.”

“Pobre menina Miss”, o texto cujo fac-símile ilustra esta página, é um exemplo. Para mostrar os bastidores dos concursos de beleza, Marão hospedou-se no hotel onde se concentravam as misses e passou dias por lá sem se identificar como jornalista, de modo a poder circular em paz. A reportagem foi publicada em agosto de 1966. Cinco edições depois, um especial sobre a mulher brasileira teve a apreensão das bancas determinada pela Justiça.

A justificativa da sentença deixa claro quanto eram provocativas aquelas reportagens que, lidas hoje, em alguns casos não dão a dimensão de serem mais que textos bem apurados e escritos com esmero: “O exame dos artigos reunidos (…) revela, às claras, o objetivo da revista: ampliar a liberdade sexual e reduzir o casamento a “algo secundário e dispensável, senão desprezível””, argumentaram os juízes.

Mas também há exemplos em que a provocação é explícita mesmo para dias atuais. Em artigo sobre as abordagens da revista relativas ao preconceito na sociedade, José Hamilton Ribeiro conta como tentou, com a ajuda da ciência, “ficar preto” para vivenciar na pele a sensação. Após tentativas frustradas de pretejar por meio de injeções e mergulhos em substâncias que pigmentassem sua pele, concluiu que não havia tecnologia, àquela altura, para realizar a investigação no Brasil. A solução foi enviar o editor de texto Sérgio de Souza, moreno de cabelo encaracolado que não chegava a ser considerado negro por aqui, mas que facilmente seria visto como um nos EUA, para relatar a experiência.



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Período áureo foi da criação até 1968

Embora tenha durado até 1976, a revista Realidade teve seu período áureo, na avaliação do jornalista José Carlos Marão, no triênio que se estendeu de seu número de estreia, em 1966, até 1968. As limitações impostas pelo Ato Institucional n.º 5, em dezembro daquele ano, e brigas internas que culminaram com pedidos de demissão de quase todos os nomes da equipe inicial, na mesma época, foram as responsáveis pela interrupção daquele bom momento inicial.

Marão, assim como José Hamilton Ribeiro, Luiz Fernando Mercadante e outros, acabariam voltando em meados de 1969, para a segunda fase. “Até tentamos recuperar aquele primeiro momento, mas o entusiasmo já não era o mesmo”, lamenta Marão. O terceiro e último momento foi marcado por uma mudança mais radical, quando a editora optou pela redução do tamanho da publicação e pela implantação de um modelo editorial no estilo da Seleções, do Readers Digest.

A ideia inicial de Marão era reunir apenas textos daquela primeira fase, mas José Hamilton fez questão de duas reportagens que assinou no segundo momento, “Qual é o seu mundo, Chico Xavier?”, de novembro de 1971, e “Chico põe nossa música na linha”, de fevereiro de 1972, um bate-papo dele com Chico Buarque (assinado também pelo músico). Além de escritos dos dois jornalistas, há alguns poucos de colegas dos três primeiros anos de Redação: Narciso Kalili (“Revolução na igreja”, de outubro de 1966), Sergio de Souza (“Eu vivi o racismo nos EUA”, de setembro de 1968), Eurico Andrade (“A cidade vai comer”, de dezembro de 1967) e Paulo Patarra (“Ninguém manda nestas crianças”, de janeiro de 1968).

Tema de inúmeras dissertações (Marão destaca como a melhor a de Adalberto Leister Filho), a revista Realidade também já foi lembrada por outros antigos repórteres, como Carlos Azevedo, em Cicatriz de Reportagem, e Luiz Fernando Mercadante, em 20 Perfis e Uma Entrevista.

A coluna da semana

[publicado no Sabático de 18/12]

Incluí ao pé da nota uma seleção incrível de fotos do chamado Mad Day Out dos Beatles, a série mencionada no texto de abertura. Dá pra ver outras vasculhando no Google Images.

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BABEL

Raquel Cozer – raquel.cozer@grupoestado.com.br – O Estado de S.Paulo

MÚSICA
Livro com fotos inéditas registra um dia na vida dos Beatles em 1968

Um dia, em 1968, o fotógrafo de guerra Don McCullin recebeu uma ligação que parecia trote. Era Paul McCartney, perguntando se aceitaria passar um dia com os Beatles, que estavam cansados do olhar viciado dos fotógrafos do meio artístico. “Eles devolveriam negativos e eu manteria os direitos autorais”, descreve McCullin no recente A Day In The Life of the Beatles, que em maio sairá pela Cosac Naify. Uma das imagens divulgadas virou capa da Life, mas a maioria permaneceu inédita. Em cerca de 80 fotos, os Fab Four aparecem rindo, dançando e fazendo palhaçadas em Londres. Feitas em 29 de julho, quatro meses antes do White Album, não dão sinal de um grupo que ameaçava acabar.

REPORTAGEM
Desastres aéreos

O carioca Ivan Sant”Anna acaba de entregar à Objetiva os originais de Perda Total, minuciosa reportagem sobre três desastres aéreos das últimas décadas: a queda do Fokker 100 da TAM, em 1996; a colisão entre o Boeing da Gol e o Legacy, em 2006; e o acidente do Airbus da TAM em Congonhas, em 2007. O título está previsto para junho.

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Piloto amador, o romancista foi bastante consultado pela imprensa por ocasião dos dois últimos acidentes, já que, em 2001, lançara com sucesso Caixa Preta, sobre outras três histórias trágicas de voos no País.

HISTORIOGRAFIA
Clássicos e inéditos

Recém-lançado pela PUC-RS, Considerações Sobre as Causas da Grandeza dos Romanos e Sua Decadência, de Montesquieu, é só o primeiro de 12 clássicos da historiografia moderna nunca antes traduzidos e que integrarão a nova coleção Monumenta. Entre outros, estão Ensaios Sobre os Costumes, de Voltaire, História das Mulheres na Revolução, de Michelet, e História de Roma, de Theodor Mommsen, Nobel de Literatura de 1902.

CINEMA
Anos vermelhos

Los Anos Rojos de Luis Buñuel, biografia da juventude do cineasta, sairá no fim de 2011 pela Tinta Negra. Muito comentada na Espanha, a obra de Román Gubern e P. Hammond confirma que, ao contrário do que dizia, Buñuel filiou-se ao Partido Comunista Espanhol em 1931, chegando a se pôr a serviço do violento stalinismo soviético.

INTERNET
Depois do Facebook, o blog

Duas semanas após transferir todo o conteúdo de seu site para o Facebook (quem entra nele é redirecionado a http://www.facebook.com/EditoraIntrinseca), a Intrínseca estreia blog, com notas e reportagens, na página http://www.intrinseca.com.br/site. A casa afirma que ainda assim o Facebook será o maior canal junto ao leitor. No caso da Companhia das Letras e da Cosac Naify, que também têm blog, é ele que cumpre esse papel, e não o site.

TELEVISÃO
O livro que inspirou Mad Men

A Record lança em março uma obra que inspirou Mad Men, sucesso de 2007 atualmente na quarta temporada na TV. De 1971, o livro ficou esquecido até nos EUA, embora o autor, Jerry Della Femina, tenha sido consultor do programa. Lá, o guia sobre a vida na Madison Avenue dos anos 60, chamado From Those Wonderful Folks Who Gave You Pearl Harbor, só foi reeditado agora em julho. No Brasil, sairá com nome da série.

DEFINIÇÕES
Agir e Nova Fronteira em 2011

Em 2011, os selos do Grupo Ediouro estarão enfim com formatos definidos. A Agir será uma “porta de entrada”, com ficção comercial, juvenis, livros de gastronomia e negócios – uma aposta será o segundo romance de Ana Maria Braga, em maio. A Nova Fronteira fica com a alta literatura, com destaque, em março, para o novo livro de Rubem Fonseca, que deixa de sair pela Agir.

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